Não sou apartidário, tenho um ideal e nele não cabe violência. Mas vou me defender!
Quando eu era pequeno amava Ayrton Senna, ainda é o maior para mim. Ele dizia muito sobre ideal, sobre correr atrás do que se quer, de ser justo, de ser alguém que a história iria se lembrar como um ponto chave. Ele foi isso para mim, antes dele e com ele a Fórmula era o máximo, sem ele, não me interessa mais.
Mas o que ele deixou ainda vive, de alguma forma aqui dentro, em algum lugar e isso me move como um sussurro:
“O ideal, busque o seu ideal”.
É por isso que luto, pelo meu ideal, com a minha família aprendi e aprendo até hoje que não estamos sozinhos e isso dá um peso a mais no meu ideal, se não estiver bom para todos também, para mim não está, se alguém na minha família passa necessidade, seja de alimento, financeira ou apoio legal eu não me sinto bem.
O meu ideal, agora é maior ainda que a minha família, ele faz parte de um ideal coletivo, maior ainda do que qualquer partido, do que qualquer religião ou ideia de um grupo, é algo universal que até eu não compreendo.
Este ideal está aí gritando, pedindo pelo amor do que é mais sagrado que não compactue com a onda crescente de ódio que o mundo está tendo, parece uma coqueluche, uma febre que toma os corações até de quem você julgava jamais ter este tipo de atitude, são seus semelhantes e um belo dia eles acordaram de um sono, foram alarmados por um terrível medo do que não existe, com pés em notícias falsas e difamação da nossa democracia. Estávamos caminhando, mas não se faz um país do dia para noite, e muito menos emergindo ele em caos e terror.
Desculpem aos amigos que ultimamente talvez eu tenha incomodado com a minha posição política (nem sei se realmente devo desculpas) mas se ouvissem o seu discurso de dias antes de toda esta “coisa” acontecer veriam que no fim estariam compactuando com uma das maiores profundas depressões na nossa história. Ela está batendo na nossa porta mas por causas de preconceitos e uma eterna vontade de se sobressair estão arriscando a vida de milhares para talvez, TALVEZ, dê certo. Foi assim com o último golpe, primeiro tiramos ela e depois…. Vamos imergir o país em um caos! Movimentos nefastos como o MBL são tudo o que nós pobres, trabalhadores e excluídos socialmente tememos, camisas verdes, agora camisa amarela e verde, mancharam a única coisa que ainda dava orgulho de ostentar a camisa da Seleção. É irônico que tudo o que esse povo toca vira pó!
São os protetores dos bons costumes, sendo eles em sua maioria os que mais sujam suas tradições, eu não compactuo com este tipo de gente, não apoio extorquistas e caçadores de escravos. Acreditem, eles ainda estão por aí, seus descendentes estão querendo reviver a glória de seus pais, como se ser filho de um homem que açoitava o próprio irmão amarrado a uma estaca fosse algo de orgulho, como se o seu parente general que matou e estuprou crianças fosse o maior herói brasileiro.
Escrevo este texto não com base em fundamentos acadêmicos mas como testemunha ocular de tudo o que dizem para mim, desde que consigo compreender palavras e cada vez mais me vejo em um lugar onde a qualquer momento possam me entregar para as autoridades para que eu possa responder pelos meus atos.
No meu ideal não cabem estas coisas, não cabem a você dizer que o cabelo de alguém é ou não é o ideal, que sua barba é “feia” que sua cor é “suja”. No meu ideal eu só vejo crianças felizes, que é o resultado de uma sociedade feliz, crianças aprendendo outra língua, crianças se formando e tendo a oportunidade de conhecer outras culturas, de estudar outras ciências de enriquecer cada vez mais o nosso ideal.
O meu país ideal não será o de generais que querem voltar a agarrar nossas riquezas e aos poucos vendê-las para o tio SAM. Por isso vou lutar, e vou me posicionar contra toda a farsa que está vindo nesta onda de Lama. Coloquem as mãos na cabeça e reflitam sobre suas escolhas, reflitam se você realmente concorda com a violência premeditada que já se avista no horizonte de eventos do futuro desta nação. E no fundo assim como o sussurro que sempre ouço:
“Esse não é o Ideal”.
- Aos amigos que se posicionam a favor da desordem e ignorância eu vos peço que reconsidere. Lutem ao lado de quem precisa e com certeza são quem mais sofrem com toda essa violência.

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